Santa-cruzenses são compatíveis para doação de medula óssea

Os dois santa-cruzenses que têm a chance de salvar vidas foram encontrados no começo da tarde desta sexta-feira, 29, após uma reportagem publicada pela Gazeta do Sul e pelo Portal Gaz. Jakeline Marceli da Silva, 29 anos, e Tiago Vargas da Silva, 38, participaram de campanhas de doação de medula em 2010 e 2011, em Santa Cruz do Sul, mas só agora foram considerados doadores compatíveis. O entrave para que um possível transplante de medula aconteça estava, até então, na localização deles, já que nenhum havia sido encontrado pelo Hemocentro de Santa Maria.

Conforme a enfermeira Maria Cristina Rosado, o transplante é a última chance de cura para quem é diagnosticado com leucemia. Jakeline e Tiago seriam, conforme a enfermeira, moradores dos bairros Santa Vitória e Faxinal Menino Deus. Como acontece em campanhas pontuais de doação de medula, ambos foram submetidos a uma coleta de sangue e as amostras, posteriormente, enviadas ao Registro Nacional de Doação de Medula (Redome). “As chances de haver compatibilidade fora da família é de uma para cada 100 mil. Ou seja, é uma loteria.”

Como funciona

Diariamente os dados genéticos são cruzados automaticamente entre os sistemas do Registro Nacional de Doação de Medula (Redome) e Registro Nacional de Receptores de Medula (Rereme).  Quando há compatibilidade, o hemocentro que realizou a coleta de sangue do doador é acionado (também via sistema).

Assim que o aviso é emitido, equipes do hemocentro e do próprio Redome entram em contato com o doador, que é comunicado sobre as chances de realizar um transplante. Antes do procedimento, novos exames precisam ser feitos para verificar as características genéticas e condições de saúde e garantir que o procedimento seja realizado com sucesso.

Ao contrário do que muitos pensam, o transplante é um procedimento ambulatorial tranquilo, em que o doador tem condições de voltar para casa ainda no mesmo dia. Conforme a enfermeira Maria Cristina, a anestesia é peridural (da cintura para baixo) e a retirada da medula óssea dura cerca de 50 minutos. Raras são as complicações no processo de recuperação e a medula óssea, segundo a enfermeira Maria Cristina, se recompõe em até duas semanas.

Não há gastos para os doadores. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) cobre todos os custos de deslocamento, estada e alimentação. O Redome é um cadastro nacional com acesso mundial. Há um caso de um gaúcho, por exemplo, cuja doação de medula já salvou a vida de um paciente natural de Istambul, na Turquia.

Atualize seu cadastro

Para que casos de desencontro não aconteçam, a orientação é que as pessoas que já se submeteram à coleta de sangue atualizem seus cadastros no site redome.inca.gov.br.

Fonte: gaz.com.br