Menina que teve transplante de medula adiado ganha festa com tema Frozen em hospital no Acre

Após ter uma cirurgia de transplante de medula adiada por causa da descoberta de um novo tumor entre a bexiga e reto, a pequena Débora Rauane, de quatro anos, teve uma surpresa quando retornou para o Hospital do Câncer, em Rio Branco.

Débora começou a luta contra a Leucemia quando tinha apenas cinco meses. A família chegou a arrecadar dinheiro para fazer o tratamento dela em Recife (PE).

A menina, que ia fazer a cirurgia em Recife (PE) e retornou para a capital acreana na última sexta (1º), fez aniversário no dia 29 de novembro e não teve uma festinha, mobilizados com a história dela, funcionários e mães de pacientes que estão na unidade de saúde resolveram fazer uma festa surpresa com o tema da Frozen.Débora Rauana luta contra a leucemia desde os cinco meses de vida (Foto: G1)Débora Rauana luta contra a leucemia desde os cinco meses de vida (Foto: G1)

Uma das funcionárias do hospital que ajudou a organizar a festa, Mel Silva, conta que a ideia de fazer o aniversário surgiu após ela conversar com Débora por telefone quando ela ainda estava em PE.

“Eu sempre falava com ela por por telefone. Um dia ela me pediu para mandar um bolo da Frozen. Foi aí que tive a ideia de fazer a surpresa aqui. Conversei com o pessoal do hospital, conseguimos parcerias e compramos até uma fantasia. Foi lindo”, conta Mel.

A mãe de Débora, Luiza Vasconcelos, 28 anos, diz que também foi pega de surpresa com a festa organizada pelos funcionários do hospital. “Como ela ainda estava internada, não consegui fazer nada no aniversário dela. Quando cheguei aqui [Hospital do Câncer em Rio Branco] foi que veio a surpresa. Ela [Débora] gostou muito. Era tudo o que ela queria”, diz.

Tumor impede cirurgia
Luiza conta que o tumor que impediu o transplante da filha foi descoberto há poucos dias da cirurgia e que decidiu voltar para fazer a quimioterapia mais perto de casa. “Minha filha tinha leucemia e lá em Recife foi descoberto esse tumor. Agora a gente quer fazer a quimioterapia para ver se diminui”, afirma.

Luiza diz que vai esperar a reação do organismo da filha ao tratamento para voltar a discutir o transplante de medula. “Vamos esperar uns seis meses até um ano para ver o que o médico vai dizer”, fala.

A mãe conta que ia tentar uma vaga para Débora no hospital de Barretos (SP), mas foi aconselhada a dar início à quimioterapia. “A médica falou que a gente ia perder muito tempo até conseguir uma vaga em Barretos. Então, quanto antes ela fizer a quimioterapia, melhor”, explica.