Menina que motivou fila para doação de medula é recebida com festa no 1º dia de aula: ‘Sentimento de gratidão’, diz mãe

Depois de dois anos, a pequena Júlia Abrame, de 8 anos, voltou à escola nesta segunda-feira (1º) e foi recebida com festa pelos professores e colegas no primeiro dia de aula.

Júlia foi submetida a um transplante de medula óssea em 2018 depois de ser diagnosticada com leucemia. Com isso, precisou se recuperar em casa.

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Posted by ATMO – Amigos do Transplante de Medula Óssea on Saturday, April 6, 2019

“Eu só estou com medo de errar a lição, mas já passei por tanta coisa então vou passar por isso também”, diz Júlia.

Menina que motivou fila para doação de medula é recebida com festa no 1º dia de aula.

Logo na entrada da Escola Municipal Eugênio Santos, em Tatuí, ela foi recebida por abraços dos colegas e até com cartazes de boas-vindas na porta da sala de aula, além de uma festinha com direito a bolo para comemorar o retorno da menina.

“A gente esperou com ela esse momento chegar. É uma satisfação grande. Um sentimento de gratidão a Deus tremendo, porque se não fosse por ele nós não estaríamos aqui hoje. Ela está feliz e nós estamos felizes também”, afirma Adriana Cristina Delalori Abrame de Oliveira, mãe da Júlia.

Júlia foi diagnosticada com leucemia quando tinha 1 ano e, em outubro de 2017, motivou uma fila gigante para doação de medula óssea. Como a família não encontrou um doador 100% compatível, o transplante foi feito com o pai dela no dia 15 de março de 2018, que tinha o órgão com 50% de compatibilidade.

Durante a campanha, mais de 1,6 mil pessoas formaram uma fila para se cadastrar como doador de medula óssea e ajudar a Júlia. O mutirão foi organizado no Centro Médico de Especialidades Médicas (Cemem) por uma amiga da mãe da menina, que é enfermeira e se sensibilizou pela história.

Júlia foi recebida com cartazes e festa pelos amigos no 1º dia de aula — Foto: Reprodução/TV TEM.

Adriana conta que, além das pessoas que se cadastraram, cerca de 400 pessoas foram dispensadas, pois havia acabado os kits para coleta de sangue.

No entanto, como não encontraram um doador compatível e o organismo da menina não suportava mais quimioterapia, os médicos sugeriram que Júlia fosse submetida ao transplante de medula haploidêntico, que é feito com alguém 50% compatível. No caso, o doador foi o pai Antônio Sérgio de Oliveira.

 

Fonte: g1.com.br