Mãe busca doador de medula óssea para a filha de três anos

Assim como milhares de pessoas no país aguardam um transplante de medula óssea, a pequena Beatriz Ayala Vieira Santos Barros, de 3 anos e oito meses, entrou para a estatística. Diagnosticada com ‘leucemia linfóide aguda pré B’, Beatriz entrou na fila do transplante na última semana e espera conseguir alguém compatível. Segundo a mãe, a dentista Cristiane Vieira dos Santos Barros, a menina passou por um tratamento quimioterápico de dois anos, finalizado em março. Mas logo que retornou ao hospital para consultas mensais de controle foi detectado a recidiva da doença.

“Até o momento não há ninguém na família compatível com ela. Como não tenho outros filhos, tive que cadastrá-la no banco de receptores de medula óssea”, espera a mãe.

Ela conta que Beatriz deve passar por mais quatro sessões de quimioterapia e radioterapia para estar apta a receber o transplante, o que deve acontecer a partir de outubro. Uma campanha está sendo feita para incentivar as pessoas a serem doadoras de medula óssea. “O ideal é que ela faça o transplante assim que estiver apta, pois o risco de infecções e hemorragias durante o tratamento é grande. A única chance de cura que ela tem neste momento é o transplante de medula óssea. Quanto mais compatível suas chances serão maiores. Estamos sensibilizando as pessoas sobre a importância de ser um doador de medula óssea porque se trata de um procedimento simples, seguro e que pode salvar a vida da Beatriz e de muitas outras crianças e adultos que estão à espera de doador compatível”, apela Cristiane que mora em São Paulo, mas trabalha em Jundiaí.

SEJA UM DOADOR
Para ser um doador de medula óssea o interessado deve procurar um hemocentro cadastrado e apto a fazer o exame de compatibilidade para que seja colhida uma amostra de sangue. A partir disto, a pessoa entrará no cadastro nacional de doadores de medula óssea.

A Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) informa que o atendimento para o cadastro de doador de medula óssea é nacional, não havendo ponto de doação em Jundiaí sob responsabilidade da administração municipal ou campanha em específico.

Segundo o gestor de Suporte e Qualidade do Grendacc, Daniel Thome Catalan, mesmo não tendo um ponto fixo em Jundiaí para coleta, os candidatos têm como referência o Hemocentro da Unicamp e a Santa Casa de São Paulo, ambos abertos todos os dias para atendimento ao público. “É sempre bom lembrar que as campanhas de cadastro de medula ao longo do ano podem acontecer por iniciativa de pacientes ou de pais de pacientes.”

“A lógica é de que quanto mais pessoas estiverem cadastradas maiores são as chances de encontrarmos um doador. Dentro da família temos até 25% de chances de um doador, entre irmãos por exemplo. Os familiares não precisam aguardar campanhas, podem ir diretamente ao Hemocentro da Unicamp e realizar o cadastro”, afirma Daniel.

SERVIÇO
Mais informações de onde e como ser um doador no site do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), órgão ligado ao Instituto Nacional do Câncer. (redome.inca.org.br);
O Hemocentro da Unicamp fica na rua Carlos Chagas, 480, Cidade Universitária. Mais informações pelo site hemocentro.unicamp.br
Doação de sangue em nome de Beatriz no Hospital AC Camargo, pode ser qualquer tipo sanguíneo, na rua Prof. Antônio Prudente, 211 (Liberdade). Informações no site: www.accamargo.org.br

 

Fonte: jj.com.br