Mais transplantes, mais recursos Imprimir
Escrito por Dennis Eudo   

No Reino Unido, 3 milhões dos seus pouco mais de 61 milhões de habitantes fazem parte do cadastro nacional de doadores de medula óssea. Além disso, pacientes que necessitam de um transplante são tratados e preparados para transplante dentro de um prazo de três meses. No Brasil, apenas um milhão, dos seus 190 milhões de cidadãos são cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) e o período médio necessário para que um paciente esteja apto a receber um transplante é de pouco mais de sete meses.

Em todo o Nordeste, apenas cinco centros estão aptos a realizar transplantes de medula óssea. Dois deles estão em Pernambuco, incluindo o único hospital público (Hemope) com capacidade para realizar o procedimento alogênico, quando há um parentesco direto entre doador e receptor. Justamente por isso, Recife absorve boa parte da demanda de outros Estados do Norte e Nordeste do Brasil, no que diz respeito ao tratamento, transplante e acompanhamento posterior destes pacientes

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Para cada transplante deste tipo realizado, o Sistema Único de Saúde (SUS) reembolsa a instituição em até R$ 50 mil, quantia que chega a exceder em mais de quatro vezes as despesas diretas despendidas durante o procedimento.  De acordo com a supervisora do Centro de Transplantes de Medula Óssea do Hemope, Érika Coelho, o investimento no setor pode, além de salvar vidas, conferir uma maior autonomia financeira à instituição, o que evitaria problemas como o enfrentado por Ivanildo Ribeiro Lima Júnior. "Sempre defendo que transplante não dá prejuízo. Com apenas três leitos, poderia ser faturado R$ 150 mil por mês, enquanto o resto do centro de saúde fatura R$ 200 mil, com 40 leitos", avalia.

Por Ed Wanderley
Da Redação do DIARIO DE PERNAMBUCO