O fim da luta de Aline Coelho Imprimir
Escrito por medeiros   
Seg, 09 de Novembro de 2009 12:19

Jovem recifense faleceu ontem, aos 18 anos, depois de lutar há mais de um ano e meio contra a leucemia

Depois de um ano e meio de luta contra a leucemia, a jovem Aline Coelho, 18 anos, faleceu ontem, em Curitiba, onde tentava mais uma alternativa de tratamento.

 

 

Aline descobriu a doença em março do ano passado e, desde então foi lançada uma campanha para que a população fizesse testes de medula para encontrar uma compatível, já que as chances eram de uma em 100 mil. Amigos e parentes, além do Diario de Pernambuco - que, em maio deste ano, publicou uma matéria e uma chamada de capa contando o caso - tornaram pública a luta de uma jovem com muita vontade de vencer.


Internada no Hospital Nossa Senhora das Graças, na capital paranaense, desde o dia 5 de outubro, Aline enfrentava mais um capítulo da doença quando foi surpreendida por um fungo, que desencadeou uma agressiva infecção em decorrência da baixa imunidade da garota, que não conseguiu reverter o quadro. A família de Aline agora enfrenta outro problema, a burocracia para o traslado do corpo, que deve chegar ao Recife amanhã. 

A leucemia foi diagnosticada depois que Aline sentiu uma forte dor nas costelas ao ser abraçada por um de seus amigos. Depois dos exames foi comprovado que ela tinha uma fissura óssea e as investigações das causas da fratura constataram a doença, responsável pelo acúmulo de células sanguíneas jovens (blásticas) anormais na medula óssea, substituindo as células normais. Para a tia de Aline, Vitória Cavalcanti, a jovem é um exemplo de luta pela vida, sem perder as esperanças. "O recado que a gente pode passar é o que vimos em Aline: uma menina batalhadora que lutou pela vida até os últimos minutos. Não perder a alegria de viver serve não só para quem tem um problema parecido, mas para todo mundo. Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, mas foi vontade de Deus e isso a gente não discute", declarou.

Vitória falou ainda sobre as campanhas em prol da causa e dos que continuam lutando por um transplante. "Depois que passamos a conhecer o contexto dessa doença descobrimos entidades de apoio e outras pessoas que enfrentam o mesmo problema, portanto, sempre vamos apoiar a causa através da conscientização das pessoas, que tão atribuladas não conseguem olhar para o lado e ajudar a quem precisa". 

Postada emb 09.11.09 - Fonte: Jornal Diário de Pernambuco