Doação de medula óssea: chance de dar certo é de 1 para 100 mil

Na doação de medula óssea, a chance do paciente encontrar um doador compatível é de 1 em cada 100 mil pessoas, em média,
de acordo com o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea. Na Paraíba, o banco de voluntários de doadores de medula possui mais de 65 mil pessoas cadastradas. Apesar do número ser considerado significativo, é necessário que mais pessoas se cadastrem devido à dificuldade em haver a compatibilidade. Os interessados em se cadastrar para ser doador, devem procurar uma das unidades do Hemocentro no estado.

No caso de haver um doador da própria família do paciente, em geral um irmão ou um dos pais, há cerca de 25% de chances de se encontrar um doador compatível. Havendo um irmão totalmente compatível, este será a primeira escolha para ser um doador. Caso contrário, inicia-se a busca de alternativas para a realização do transplante.

As informações dos pacientes que necessitam de transplante sem um irmão compatível são incluídas no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (REREME). Os doadores são cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Os dados dos dois registros são cruzados para verificar a compatibilidade entre pacientes e doadores. Essa busca é automática.

Assim que o paciente entra no REREME, cadastrado por seu médico, acontece a primeira tentativa de encontrar um doador. A partir daí, o próprio sistema refaz a busca, todos os dias. Um resultado preliminar aponta uma lista de possíveis doadores compatíveis. O médico assistente, junto com a equipe especializada do REDOME, analisa (dentre estes possíveis doadores) qual tem chance de ser mais compatível com o paciente. Na sequência, são feitos contatos com os voluntários e solicitados os exames complementares.

O transplante de medula óssea é um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue. Consiste na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma medula saudável. O transplante pode ser autogênico, quando a medula vem do próprio paciente. No transplante alogênico a medula vem de um doador. O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.

Para se cadastrar como doador, o voluntário precisa ter entre 18 e 55 anos incompletos e estar de posse de um documento de identificação com foto. Após esse cadastro, os doadores voluntários serão encaminhados ao Hemocentro, em um veículo da instituição, através da Caravana Solidária, para realizar a coleta de sangue – 5 ml de amostra que serão usados para fazer o exame de histocompatibilidade (HLA).

PROCEDIMENTOS NECESSÁRIOS PARA SE CADASTRAR COMO DOADOR VOLUNTÁRIO DE MEDULA ÓSSEA:

– Você precisa ter entre 18 e 54 anos e estar em bom estado de saúde;
– Não precisa estar em jejum e nem agendar o cadastro
– O cadastro consiste no preenchimento de uma ficha de identificação e na coleta de um simples exame de sangue para o teste de compatibilidade (tipagem HLA);
– Seus dados e sua tipagem HLA serão cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME)
Quando aparecer um paciente com a medula compatível com a sua, você será chamado;
– Novos testes sanguíneos serão necessários para a confirmação da compatibilidade;
– Se a compatibilidade for confirmada, você será consultado para decidir a doação;
– Seu atual estado de saúde será então avaliado.

 

Fonte: jornaldaparaiba