Comissão europeia aprova o ADCETRIS® (brentuximabe vedotina) com AVD, o primeiro novo tratamento em décadas para adultos com linfoma de Hodgkin CD30+ estágio IV não tratado anteriormente

Takeda Pharmaceutical Company Limited (TSE:4502/NYSE:TAK) anunciou hoje que a Comissão Europeia (CE) prorrogou a autorização de comercialização atual do ADCETRIS (brentuximabe vedotina) para incluir o tratamento de pacientes adultos com linfoma de Hodgkin CD30+ estágio IV não tratado combinado com AVD (Adriamicina, Vinblastina e Dacarbazina). O ADCETRIS é um conjugado anticorpo-fármaco (ADC) dirigido ao CD30, um marcador definidor do linfoma de Hodgkin. A decisão segue um parecer positivo do Comitê de Medicamentos de Uso Humano (CHMP) de 13 de dezembro de 2018.

“A decisão da Comissão Europeia é um avanço bem-vindo para pacientes com linfoma de Hodgkin estágio IV não tratado anteriormente – uma população a quem não foi oferecida uma nova opção de tratamento em décadas,” disse Anna Sureda, M.D., Ph.D., chefe do Departamento de Hematologia e do Programa de Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas, Institut Català d’Oncologia – Hospital Duran i Reynals. “Pacientes com doença em estágio IV têm um risco maior de progressão, após a primeira terapia e, consequentemente, apresentam desfechos mais desfavoráveis. A aprovação deste regime pode ajudar a solucionar essa necessidade não atendida ao proporcionar aos médicos e seus pacientes europeus uma nova opção, que demonstrou benefício significativo quando comparado ao ABVD, juntamente com um perfil de segurança consistente a quando o ADCETRIS é usado como agente único.”

 

“Estamos muito satisfeitos que a Comissão Europeia tenha aprovado o ADCETRIS combinado com AVD, que tem o potencial de representar um marco importante para os pacientes e serve como um testemunho do compromisso de longa data da Takeda com a comunidade do linfoma de Hodgkin,” disse Jesús Gómez-Navarro, M.D., vice-presidente, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento Clínico de Oncologia, Takeda. “O ensaio clínico ECHELON-1 demonstrou que a adição de ADCETRIS e a remoção da bleomicina do regime ABVD padrão proporcionaram benefícios em eficácia e segurança para pacientes. Estamos ansiosos para disponibilizar esta terapia para pacientes europeus adequados com linfoma de Hodgkin.”

A aprovação tem como base os resultados do estudo ECHELON-1 de Fase 3 multicêntrico, aberto e randomizado, com dois segmentos (braços) para comparar o ADCETRIS mais AVD a ABVD (Adriamicina, Bleomicina, Vinblastina e Dacarbazina) como terapia em pacientes adultos com linfoma de Hodgkin não tratado previamente. O ensaio atingiu seu desfecho primário que resultou em uma melhora estatisticamente significativa na sobrevida livre de progressão (PFS, SLP, em português) modificada versus o braço de controle (razão de risco [HR] 0,77; valor p = 0,035), o que corresponde a uma redução de 23% no risco de progressão, morte ou necessidade de terapia anticancerígena adicional. As principais análises de subgrupos demonstraram um efeito maior em pacientes com linfoma de Hodgkin no estágio IV no braço do ADCETRIS mais AVD versus o braço de controle (PFS modificada; HR 0,71; valor p = 0,023).

O perfil de segurança do ADCETRIS mais AVD no ensaio ECHELON-1 foi geralmente consistente com o que é conhecido para os componentes de agente único do regime. Os eventos adversos clinicamente mais relevantes de qualquer grau que ocorreram em pelo menos 15% dos doentes nos braços ADCETRIS mais AVD e ABVD foram: neutropenia, constipação, vômito, fadiga, neuropatia sensorial periférica, diarreia, pirexia (estado febril), neuropatia periférica, dor abdominal e estomatite. Em ambos os braços ADCETRIS mais AVD e ABVD, os eventos de grau 3 ou 4 mais frequentes foram neutropenia, neutropenia febril e diminuição da contagem de neutrófilos.

Esta decisão da Comissão Europeia significa que o ADCETRIS combinado com AVD está agora aprovado para comercialização desta indicação nos 28 estados-membros da União Europeia e aplicável na Noruega, Liechtenstein e Islândia. Para mais detalhes sobre a decisão da Comissão Europeia, visite o site da Agência Europeia de Medicamentos: www.ema.europe.eu/ema.

Sobre o linfoma de Hodgkin

Linfoma é um termo geral para um grupo de cânceres que se originam no sistema linfático. Existem duas categorias principais de linfoma: linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin. O linfoma de Hodgkin distingue-se de outros tipos de linfoma pela presença de um tipo característico de célula, conhecido como célula de Reed-Sternberg. A célula de Reed-Sternberg expressa CD30.

De acordo com a Lymphoma Coalition, aproximadamente 67.000 pessoas no mundo inteiro são diagnosticadas com o linfoma de Hodgkin a cada ano e mais de 25.000 pessoas morrem a cada ano deste tipo de câncer.

Até 30% dos pacientes com linfoma de Hodgkin não tratados progridem após a primeira terapia, dependendo do estágio da doença. Apenas 50% dos pacientes com linfoma de Hodgkin recidivante ou refratário conseguem a remissão a longo prazo com quimioterapia de alta dose e um transplante autólogo de células-tronco (ASCT), um regime de tratamento utilizado historicamente, que destaca a necessidade de tratamentos bem-sucedidos para pacientes não tratados anteriormente.

Sobre o ADCETRIS

O ADCETRIS é um conjugado anticorpo-droga (CAD), que compreende um anticorpo monoclonal anti-CD30 ligado por ligante clivável por protease ao agente de ruptura dos microtúbulos, o fármaco monometil auristatina E (MMAE), que utiliza a tecnologia patenteada da Seattle Genetics. O CAD emprega um sistema ligante concebido para ser estável na corrente sanguínea e liberar o MMAE ao ingressar em células tumorais positivas para CD30.

A injeção do ADCETRIS por infusão intravenosa recebeu aprovação do FDA para seis indicações em pacientes adultos com: (1) linfoma anaplásico sistêmico de grandes células (sALCL) ou outros linfomas periféricos de células T expressos em CD30 (PTCL), incluindo o linfoma de células T angioimunoblástico e PTCL não especificado de outra forma, em combinação com ciclofosfamida, doxorrubicina e prednisona,(2) linfoma de Hodgkin clássico (cHL) em estágio III ou IV, previamente não tratado, em combinação com doxorrubicina, vinblastina e dacarbazina, (3) linfoma de Hodgkin clássico (cHL) com alto risco de recidiva ou progressão como consolidação pós-transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas (auto-HSCT, ou TCTH em português),(4) linfoma de Hodgkin clássico (cHL) após insucesso do transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas (auto-HSCT) ou após insucesso de pelo menos dois regimes anteriores de quimioterapia com agentes múltiplos em pacientes que não são candidatos ao auto-HSCT, (5) linfoma sistêmico de células grandes anaplásicas (sALCL) após insucesso de pelo menos um regime anterior de quimioterapia com agentes múltiplos e (5) linfoma cutâneo primário anaplásico de grandes células (pcALCL) ou micose fungoide (MF) expressando CD30 e que receberam terapia sistêmica prévia.

Em 2013, o Health Canada concedeu a aprovação, com condições, ao ADCETRIS para uso no linfoma de Hodgkin e sALCL reincidentes e refratários, assim como aprovação incondicional para o tratamento de consolidação do pós-transplante autólogo de células-tronco (ASCT) em pacientes com linfoma de Hodgkin com aumento do risco de recidiva ou progressão.

Em outubro de 2012, o ADCETRIS recebeu autorização condicional de comercialização da Comissão Europeia. As indicações aprovadas na Europa são: (1) para o tratamento de pacientes adultos com linfoma de Hodgkin reincidente ou refratário CD30-positivo após o transplante autólogo de células-tronco (ASCT) ou após pelo menos duas terapias anteriores quando o ASCT ou quimioterapia com agentes múltiplos não é uma opção de tratamento, (2) para o tratamento de pacientes adultos com sALCL reincidente ou refratário, (3) para o tratamento de pacientes adultos com linfoma de Hodgkin CD30-positivo com aumento do risco de recidiva ou progressão após o ASCT e (4) para o tratamento de pacientes adultos com linfoma cutâneo CD30-positivo de células T (CTCL), após pelo menos uma terapia sistêmica prévia e (5) para o tratamento de pacientes adultos com linfoma de Hodgkin CD30-positivo de estágio IV não tratado em combinação com AVD.

O ADCETRIS recebeu a autorização de comercialização por autoridades regulatórias em mais de 70 países para o linfoma de Hodgkin e sALCL reincidentes ou refratários. Veja as informações importantes de segurança abaixo.

O ADCETRIS está sendo amplamente avaliado em mais de 70 ensaios clínicos, incluindo um estudo de primeira linha da fase 3 em linfoma de Hodgkin (ECHELON-1) e outro estudo de primeira linha da fase 3 dos linfomas periféricos de células-T com CD30-positivo (ECHELON-2), assim como ensaios em muitos tipos adicionais de malignidades com CD30-positivo.

A Seattle Genetics e a Takeda estão desenvolvendo o ADCETRIS de forma conjunta. Sob os termos do acordo de colaboração, a Seattle Genetics possui o direito de comercialização do produto nos EUA e Canadá, enquanto a Takeda possui o direito de comercialização do ADCETRIS no resto do mundo. Ambas as empresas estão financiando conjuntamente os custos de desenvolvimento do ADCETRIS, sendo 50% para cada uma, exceto no Japão, onde a Takeda é a única responsável pelos custos de desenvolvimento.

Informações importantes de segurança (União Europeia) do ADCETRIS (brentuximabe vedotina)

Consulte o Resumo de características do produto (SmPC), antes da prescrição do medicamento.

CONTRAINDICAÇÕES

O ADCETRIS é contraindicado para pacientes com hipersensibilidadeà brentuximabe vedotina e seus excipientes. Além disso, o uso combinado do ADCETRIS com bleomicina pode causar toxicidade pulmonar.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES ESPECIAIS

Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (PML): a reativação do vírus John Cunningham (JCV), que resulta em leucoencefalopatia multifocal progressiva (PML) e morte, pode ocorrer em pacientes tratados com o ADCETRIS. PML foi relatada em pacientes que receberam o ADCETRIS, após passarem por regimes anteriores de quimioterapia com agentes múltiplos. PML é uma doença desmielinizante rara do sistema nervoso central, que resulta da reativação do JCV latente, e frequentemente é fatal.

Monitore os pacientes de perto com relação a novos ou piora de sinais ou sintomas neurológicos, cognitivos e comportamentais, que podem sugerir PML. A avaliação sugerida da PML inclui consulta de neurologia, ressonância magnética do cérebro reforçada com gadolínio e análise de líquido cefalorraquidiano para DNA do JCV por reação em cadeia de polimerase ou biópsia cerebral com evidência de JCV. Uma reação em cadeia da polimerase (PCR) negativa do JCV não exclui a PML. Acompanhamento e avaliação adicionais podem ser justificados, se nenhum diagnóstico alternativo puder ser estabelecido. Suspenda a dose para qualquer caso suspeito de PML e interrompa permanentemente o uso do ADCETRIS, se o diagnóstico de PML for confirmado.

Fique atento aos sintomas de PML que o paciente pode não notar (por exemplo, sintomas cognitivos, neurológicos ou psiquiátricos).

Pancreatite: pancreatite aguda foi observada em pacientes tratados com ADCETRIS. Foram relatadas consequências fatais. Os pacientes devem ser monitorados de perto quanto a novas ou piora das dores abdominais, que podem sugerir pancreatite aguda. A avaliação do paciente pode incluir exame físico, avaliação em laboratório para amilase e lipase sérica, assim como exame de imagem do abdome, como ultrassom e outras medidas apropriadas de diagnóstico. O ADCETRIS deve ser suspenso para qualquer caso suspeito de pancreatite aguda. O ADCETRIS deve ser descontinuado, se o diagnóstico de pancreatite aguda for confirmado.

Toxidade pulmonar: casos de toxicidade pulmonar, alguns com consequências fatais, incluindo pneumonite, doença pulmonar intersticial e síndrome do desconforto respiratório agudo (ARDS, SDRA), foram relatados em pacientes que receberam o ADCETRIS. Embora não tenha sido estabelecida uma associação causal com o ADCETRIS, o risco de toxicidade pulmonar não pode ser descartado. Avalie e trate prontamente e de forma apropriada os novos e piora dos sintomas pulmonares (por exemplo, tosse, dispneia). Considere interromper a dosagem durante a avaliação e até a melhora sintomática.

Infecções graves e infecções oportunistas: infecções graves, como pneumonia, bacteremia estafilocócica, sepsia/choque séptico (incluindo resultados fatais) e herpes-zóster, além de infecções oportunistas, como pneumonia por Pneumocystis jiroveci e candidíase oral, foram relatadas em pacientes tratados com o ADCETRIS. Os pacientes devem ser monitorados com cuidado durante o tratamento de emergência para possíveis infecções graves e oportunistas.

Reações relacionadasàinfusão (IRR, RRI): IRR imediatas e retardatárias, assim como anafilaxia, ocorreram com o uso do ADCETRIS. Os pacientes devem ser monitorados com cuidado durante e após uma infusão. Se ocorrer anafilaxia, a administração do ADCETRIS deve ser suspensa de modo permanente e imediato e a terapia médica apropriada deve ser administrada. Se ocorrer IRR, interrompa a infusão e administre a terapia médica apropriada. A infusão pode ser reiniciada em uma taxa mais lenta após a eliminação do sintoma. Pacientes que experimentaram IRR prévia devem ser medicados previamente para infusões subsequentes. As IRR são mais frequentes e graves em pacientes com anticorpos para o ADCETRIS.

Síndrome de lise tumoral (TLS, SLT): a TLS foi relatada com o uso do ADCETRIS. Pacientes com tumor que prolifera rapidamente e alta carga de tumor correm o risco de sofrer TLS. Estes pacientes devem ser monitorados de perto e supervisionados segundo as melhores práticas médicas.

Neuropatia periférica (PN, NP): o tratamento com ADCETRIS pode causar PN sensorial e motora. PN induzida por ADCETRIS geralmente é um efeito cumulativo e é reversível, na maioria dos casos. Os pacientes devem ser monitorados de perto para sintomas de neuropatia, como hipoestesia, hiperestesia, parestesia, desconforto, sensação de queimação, dor neuropática ou fraqueza. Pacientes que apresentam nova ou piora da PN podem exigir um adiamento e uma redução ou suspensão da dose do ADCETRIS.

Toxidades hematológicas: anemia de grau 3 ou 4, trombocitopenia e neutropenia prolongada (igual a ou maior que uma semana) de grau 3 ou 4 podem ocorrer com o ADCETRIS. Deve-se monitorar contagens completas de sangue, antes da administração de cada dose.

Neutropenia febril: neutropenia febril tem sido relatada com ADCETRIS. Deve-se monitorar contagens completas de sangue, antes da administração de cada dose do tratamento. Os pacientes devem ser monitorados de perto quantoàfebre e tratados de acordo com as melhores práticas médicas, se a neutropenia febril se desenvolver.

Quando o ADCETRIS for administrado em associação com AVD, recomenda-se a profilaxia primária com G-CSF em todos os pacientes, começando com a primeira dose.

Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ): SSJ e necrólise epidérmica tóxica (TEN, NET) foram relatadas com o uso do ADCETRIS. Resultados fatais foram relatados. Se ocorrer a SSJ ou a TEN, o tratamento com ADCETRIS deve ser suspenso e a terapia médica apropriada deve ser administrada.

Complicações gastrointestinais (GI): complicações GI, algumas com consequências fatais, incluindo obstrução intestinal, nó no intestino, enterocolite, colite neutropênica, erosão, úlcera, perfuração e hemorragia, foram relatadas com ADCETRIS. Deve-se avaliar e tratar os pacientes prontamente, se houver novos ou piora dos sintomas de GI.

Toxidade hepática: elevações nos níveis de alanina aminotransferase (ALT) e aspartato aminotransferase (AST) foram relatadas com ADCETRIS. Casos graves de toxicidade hepática, incluindo consequências fatais, também ocorreram. Doença hepática pré-existente, comorbidades e medicações concomitantes também podem aumentar o risco. Teste a função hepática antes do início do tratamento e monitore rotineiramente durante o tratamento. Pacientes que apresentam toxicidade hepática podem exigir um adiamento, modificação ou suspensão da dose do ADCETRIS.

Hiperglicemia: hiperglicemia foi relatada durante ensaios em pacientes com um elevado índice de massa corporal (IMC), com ou sem um histórico de diabete mellitus. Monitore de perto a presença de glicose sérica em pacientes que apresentam casos de hiperglicemia. O tratamento contra a diabete deve ser administrado conforme apropriado.

Insuficiência renal e hepática: existe uma experiência limitada em pacientes com insuficiência renal ou hepática. Os dados disponíveis indicam que a eliminação de MMAE pode ser afetada por insuficiência renal grave, insuficiência hepática e por baixas concentrações de albumina sérica.

CTCL CD30+: a extensão do efeito do tratamento em subtipos de linfoma cutâneo de células T CD30+ (CTCL CD30+), além da micose fungoide (MF) e linfoma cutâneo primário de grandes células T anaplásicas (pcALCL), não é clara devidoàfalta de evidência de alto nível. Em dois estudos de fase II de braço único do ADCETRIS, a atividade da doença foi mostrada nos subtipos de síndrome de Sézary (SS), papulose linfomatoide (PL) e histologia CTCL mista. Esses dados sugerem que a eficácia e a segurança podem ser extrapoladas para outros subtipos de CTCL CD30+. Considere cuidadosamente o benefício-risco por paciente e tenha cuidado em outros tipos de pacientes com CTCL CD30+.

Conteúdo de sódio em excipientes: este medicamento contém 13,2 mg de sódio por frasco, equivalente a 0,7% da dose diária máxima recomendada pela OMS de 2 g de sódio para um adulto.

INTERAÇÕES

Pacientes que estão recebendo um forte inibidor de CYP3A4 e P-gp, concomitantemente com o ADCETRIS, podem sofrer um aumento no risco de neutropenia. Se a neutropenia se desenvolver, consulte as recomendações posológicas para neutropenia (ver secção 4.2 do SmPC ou Resumo de características do produto). A administração conjunta do ADCETRIS com um indutor de CYP3A4 não alterou a exposição de plasma ao ADCETRIS, mas pareceu reduzir as concentrações de plasma de metabólitos de MMAE que puderam ser testados. Não é esperado que o ADCETRIS altere a exposição a medicamentos que são metabolizados por enzimas CYP3A4.

GRAVIDEZ: aconselhe as mulheres em idade fértil quanto ao uso de dois métodos contraceptivos eficazes durante o tratamento com o ADCETRIS e até 6 meses após o tratamento. Não há dados do uso do ADCETRIS em mulheres grávidas, embora estudos em animais tenham indicado toxicidade reprodutiva. O ADCETRIS não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que o benefício para a mãe supere os riscos potenciais ao feto.

LACTAÇÃO (amamentação): não há dados relacionados a se o ADCETRIS ou os seus metabolitos são expelidos no leite humano; por isso, não se deve excluir o risco para recém-nascidos/crianças. Com o risco potencial, uma decisão deve ser tomada para suspender a amamentação ou suspender/evitar a terapia com o ADCETRIS.

FERTILIDADE: em estudos não clínicos, o tratamento com o ADCETRIS resultou em toxicidade testicular, podendo alterar a fertilidade masculina. Homens sendo tratados com este medicamento são aconselhados a não ter filhos durante o tratamento e por até 6 meses após a última dose.

Efeitos na capacidade de dirigir e utilizar máquinas: o ADCETRIS pode ter uma influência moderada na capacidade de dirigir e utilizar máquinas.

EFEITOS INDESEJADOS

Monoterapia: as reações adversas mais frequentes (≥10%) foram infecções, neuropatia sensorial periférica, náusea, fadiga, diarreia, pirexia, infecção do trato respiratório superior, neutropenia, erupção cutânea, tosse, vômitos, artralgia, neuropatia motora periférica, reações relacionadasàinfusão, prurido, constipação, dispneia, perda de peso, mialgia e dor abdominal. Reações adversas graves relacionadas ao medicamento ocorreram em 12% dos pacientes. A frequência de reações adversas graves exclusivas do medicamento foi ≤1%. Eventos adversos levaramàinterrupção do tratamento em 24% dos pacientes.

Terapia combinada: No estudo de ADCETRIS como terapia combinada com AVD em 662 doentes com linfoma de Hodgkin avançado não tratado anteriormente, as reações adversas mais frequentes (≥ 10%) foram: neutropenia, náusea, constipação, vômitos, fadiga, neuropatia sensorial periférica, diarreia, pirexia, alopecia, neuropatia motora periférica, perda de peso, dor abdominal, anemia, estomatite, neutropenia febril, dor óssea, insônia, diminuição do apetite, tosse, dor de cabeça, artralgia, dor nas costas, dispneia, mialgia, infecção do trato respiratório superior e aumento de alanina aminotransferase. Reações adversas graves ocorreram em 36% dos pacientes. As reações adversas graves ocorridas em ≥ 3% dos doentes incluíram neutropenia febril (17%), pirexia (6%) e neutropenia (3%). Eventos adversos levaramàinterrupção do tratamento em 13% dos pacientes.

Informações de segurança importantes do ADCETRIS (brentuximabe vedotina) (EUA)

CAIXA DE AVISO

LEUCOENCEFALOPATIA MULTIFOCAL PROGRESSIVA (PML, LMP): infecção por vírus JC resultando em PML e morte pode ocorrer em pacientes tratados com o ADCETRIS.

Contraindicações

Uso do ADCETRIS concomitante com a bleomicina devidoàtoxicidade pulmonar (por exemplo, infiltração intersticial e/ou inflamação).

Avisos e precauções

  • Neuropatia periférica (NP): ADCETRIS causa NP, que é predominantemente sensorial. Casos de NP motora foram relatados. A NP causada por ADCETRIS é cumulativa. PN induzida por ADCETRIS é cumulativa. Monitore para ver se há sintomas, como hipoestesia, hiperestesia, parestesia, desconforto, sensação de queimação, dor neuropática ou fraqueza. Estabeleça modificações da dose de acordo.
  • Reações de anafilaxia e infusão: reações relacionadasàinfusão (RRI), incluindo anafilaxia, ocorreram com o uso do ADCETRIS. Monitore os pacientes durante a infusão. Se ocorrer RRI, interrompa a infusão e estabeleça a supervisão médica apropriada. Se ocorrer a anafilaxia, suspenda, de modo permanente e imediato, a infusão e administre a terapia médica apropriada. Medique previamente pacientes com RRI prévias, antes das infusões subsequentes. A medicação prévia pode incluir acetaminofeno, um anti-histamínico e um corticosteroide.
  • Toxidades hematológicas: foram relatados casos de neutropenia febril fatal ou grave com o ADCETRIS. Neutropenia prolongada (≥ 1 semana) grave e trombocitopenia ou anemia de grau 3 ou 4 podem ocorrer com o ADCETRIS.

    Administrar profilaxia primária com G-CSF começando com o Ciclo 1 para pacientes que recebem ADCETRIS combinado com quimioterapia para linfoma de Hodgkin clássico (cHL) de fase III/IV não tratado anteriormente ou linfoma periférico de células T (PTCL) não tratado anteriormente.

    Monitore contagens completas de sangue, antes de cada dose do ADCETRIS. Considere monitorar com maior frequência pacientes com neutropenia de grau 3 ou 4. Monitore pacientes para ver se há febre. Se a neutropenia de grau 3 ou 4 se desenvolver, considere adiar, reduzir ou suspender as doses ou a profilaxia G-CSF com doses subsequentes.

  • Infecções graves e infecções oportunistas: infecções como pneumonia, bacteremia e sepse ou choque séptico (incluindo resultados fatais), foram relatadas em pacientes tratados com o ADCETRIS. Monitore de perto os pacientes durante o tratamento para ver se há infecções por bactérias, fungos ou vírus.
  • Síndrome da lise tumoral: monitore de perto pacientes com proliferação rápida do tumor e alta carga de tumor.
  • Aumento de toxidade na presença de insuficiência renal grave: a frequência de reações adversas de grau ≥ 3 e mortes foi maior em pacientes com insuficiência renal grave em comparação com pacientes com função renal normal. Evite o uso em pacientes com insuficiência renal grave.
  • Aumento de toxidade na presença de insuficiência hepática moderada ou grave: a frequência de reações de adversas de grau ≥ 3 e mortes foi maior em pacientes com insuficiência hepática moderada ou grave, quando comparados com pacientes com função hepática normal. Evite o uso em pacientes com insuficiência hepática moderada ou grave.
  • Toxicidade hepática: casos graves e fatais ocorreram em pacientes tratados com o ADCETRIS. Os casos foram consistentes com lesão hepatocelular, incluindo elevações de transaminases e/ou bilirrubina, e ocorreram após a primeira dose de ADCETRIS ou reexposição. Doença hepática preexistente, elevados níveis de enzimas de linha de base no fígado e medicações concomitantes podem aumentar o risco. Monitore as enzimas e a bilirrubina no fígado. Pacientes com nova, piora ou recorrência de toxicidade hepática podem necessitar de um adiamento, mudança na dose ou suspensão do ADCETRIS.
  • Leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP): casos fatais de infecção pelo vírus JC resultando em LMP foram relatados em pacientes tratados com ADCETRIS. O início dos primeiros sintomas ocorreu em vários momentos desde o início da terapia com o ADCETRIS, com alguns casos ocorrendo dentro de 3 meses após a exposição inicial. Além da terapia do ADCETRIS, outros possíveis fatores contribuintes incluem terapias anteriores e doença subjacente, que podem causar supressão imunológica. Considere o diagnóstico da LMP em pacientes com sinais e sintomas recém-iniciados de anomalias do sistema nervoso central. Mantenha o uso do ADCETRIS, se houver suspeita de LMP, e descontinue o ADCETRIS, se a LMP for confirmada.
  • Toxidade pulmonar: eventos não infecciosos graves e fatais de toxicidade pulmonar foram relatados, incluindo pneumonia, doença intersticial dos pulmões e síndrome do desconforto respiratório agudo. Monitore os pacientes para ver se há sinais e sintomas, incluindo tosse e dispneia. No caso de novos ou piora dos sintomas pulmonares, mantenha a dosagem do ADCETRIS durante a avaliação e até a melhoria dos sintomas.
  • Reações dermatológicas graves: casos graves e fatais de síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e necrose epidérmica tóxica (NET) foram relatadas com o ADCETRIS. Se ocorrer SSJ ou NET, suspenda o ADCETRIS e administre a terapia médica apropriada.
  • Complicações gastrointestinais (GI): casos graves e fatais de pancreatite aguda foram relatados. Outras complicações gastrointestinais graves e fatais incluem perfuração, hemorragia, erosão, úlcera, obstrução intestinal, enterocolite, colite neutropênica e nó no intestino. O linfoma com o envolvimento de GI preexistente pode aumentar o risco de perfuração. No caso de novos ou piora dos sintomas de GI, realize uma avaliação de diagnóstico imediato e trate adequadamente.
  • Toxicidade embrionária e fetal: com base no mecanismo de ação e de estudos em animais, o ADCETRIS pode causar danos em fetos. Mulheres em idade fértil devem ser aconselhadas quanto ao risco potencial para o feto e a evitar a gravidez durante o tratamento com ADCETRIS e por pelo menos 6 meses após a dose final do ADCETRIS.

Reações adversas mais comuns (≥20% em qualquer estudo)

Neuropatia periférica, fadiga, náusea, diarreia, neutropenia, infecção do trato respiratório superior, pirexia, constipação, vômitos, alopecia, perda de peso, dor abdominal, anemia, estomatite, linfopenia e mucosite.

Interações medicamentosas

O uso concomitante de fortes inibidores ou indutores de CYP3A4 tem o potencial de afetar a exposição ao monometil auristatina E (MMAE).

Uso em populações específicas

Insuficiência hepática moderada ou grave ou insuficiência renal grave: aumento da exposição ao MMAE e de reações adversas. Evite o uso.

Aconselhe homens com parceiras sexuais mulheres em idade fértil quanto ao uso de anticoncepcionais eficazes durante o tratamento com o ADCETRIS e por pelo menos 6 meses após a dose final do ADCETRIS.

Aconselhe os pacientes que relatem imediatamente casos de gravidez e evitem a amamentação durante o tratamento com ADCETRIS.

Para informações adicionais importantes sobre a segurança, incluindo o AVISO DA EMBALAGEM, consulte todas as informações de prescrição para o ADCETRIS no site www.seattlegenetics.com ou http://www.ADCETRIS.com.

Sobre a Takeda Pharmaceutical Company Limited

Takeda Pharmaceutical Company Limited (TSE:4502/NYSE:TAK) é uma empresa global baseada em valores e orientada por Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Líder biofarmacêutica, a empresa tem sede no Japão e seu compromisso é trazer uma Saúde Melhor e um Futuro Mais Brilhante para pacientes do mundo inteiro, traduzindo ciência em medicamentos altamente inovadores. A Takeda concentra seus esforços de P&D em quatro áreas terapêuticas: Oncologia, Gastroenterologia, Neurociências e Doenças Raras. Também fazemos investimentos de P&D específicos em terapias derivadas de plasma e vacinas. Nosso objetivo é desenvolver medicamentos altamente inovadores que fazem a diferença na vida das pessoas, avançando na fronteira de novas opções de tratamento e aproveitando o nosso sistema colaborativo de Pesquisa e Desenvolvimento para criar um pipeline robusto e diversificado para diferentes modalidades. Nossos funcionários têm o compromisso de aprimorar a qualidade de vida dos pacientes, trabalhando com nossos parceiros em cuidados de saúde em aproximadamente 80 países e regiões.

Para mais informações, acesse https://www.takeda.com.

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Fonte: terra.com.br