Campanha incentiva a doação de medula ossea

Apesar do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea Voluntarios (Redome) em Pernambuco ter contabilizado, este ano, um crescimento de 10% em relação ao ano passado, a dificuldade de algumas pessoas para encontrar um doador compatível ainda é grande. Familiares da empresária Karina Medeiros de Siqueira Brito, 42, lutam contra o tempo para achar um doador compatível. Nenhum dos seus parentes conseguiu doar a médula para a paciente, que teve diagnóstico de leucemia aguda detectado em outubro deste ano. Karina já ficou um hospitalizada para fazer quimioterapia, voltou para casa, e agora está novamente internada no Hospital Santa Joana, no Recife.  

Parentes e amigos de Karina, visitam áreas de grande movimentação para falar sobre doação de medula óssea. Imagem: Divulgação

 
De acordo com Rafaela Martins, que é prima da empresária, todos os parentes de primeiro e segundo graus já fizeram testes, mas não há compatibilidade para a doação. “Infelizmente, não achamos ninguém compatível. A gente só percebe a dificuldade, quando tem alguém próximo precisando bastante”, comentou Rafaela, que faz uma campanha junto com amigos para incentivar a doação de médula no Recife. Desde o mês passado, eles percorrem centros de compras, universidades, escolas e eventos onde há uma movimentação grande para sensilizar a população. “A cura dela depende desse transplante. É um procedimento que pode salvar vidas”, ressaltou. 
Até outubro deste ano, foram realizados 7.899 inscrições no Redome em Pernambuco. A expectativa é de que até o fim do ano, esse número chegue a 11.602 cadastros. Entre 2015 e 2017 ficou evidenciado um aumento acumulativo de 51%. Mesmo com os números positivos, a coordenadora do cadastramento de medula óssea do Hemocentro Recife, Josiete Tavares, diz que a dificuldade também é grande porque muitos dos cadastros não estão atualizados.
 
“Por isso, a gente pede que os doares procurem atualizar seus dados na página do site do Instituto Nacional do Câncer (Inca)”, observou. 
 
Para ser doador de medula óssea, é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante). Os participantes da campanha precisam ainda apresentar RG e CPF originais. A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às atividades habituais após a primeira semana.
 
Cadastros de medula óssea em Pernambuco:
2015 = 6.993
2016 = 7.419
2017 = 10.547
2018 = 7.899 (até outubro )
 
Fonte: dados Redome
 
Fonte: diariodepernambuco